Após um filme de terror seguido de uma tempestade daquelas cheias de raios, pensar em como seria se tu morresses hoje não é nada anormal, apenas inteligente, creio eu.
Acredito que, sendo egoísta, a nível de comodidade morreria feliz. Já sendo mais realista e solidária, como ser humano, morreria insatisfeita, pois sei que sempre vivi melhor do que muitas pessoas e não sofrí nem um terço do que elas sofreram e ainda vão sofrer nessa vida tão injusta para todos nós, agora acabada para mim. E o que eu fiz para ajudar? Me envergonho de dizer que por minha incapacidade, fiz quase nada. E o que fiz, seria deixado incompleto por essa breve e fatal interrupção no meu ciclo.
Acredito que minha oportunidade de ser alguém melhor, me seria retirada. Uma pena.
Mas vo-cê não morreria hoje! O que fazes a me julgar? Tudo bem, adorável companhia, são apenas suposições (ainda).
Deixaria um mundo quente e abafado. Deixaria um mundo cheio de dinheiro honesto na mão de pessoas desonestas. Deixaria um mundo cheio de água com muita gente morrendo de sede. Deixaria um mundo cheio de pessoas mas com pouquíssimos seres humanos. Deixaria um mundo cheio de filhos mas com poucos pais e mães. Deixaria um mundo cheio de tudo, aonde nos sentimos nada. Também deixaria um namorado perfeito, disposto e cheio de vida. Deixaria um magistério inacabado. Deixaria vários filmes por ver, vários livros por ler, várias crianças pra ver crescer, vários amigos por abraçar. Mas o principal: deixaria você lendo isso sem ao menos se importar ou se mexer.
Acho melhor eu viver.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Janela
Quero uma janela em que a chuva seja eterna
A chuva seja eterna e minha... apenas minha!
Chuva tempestiva, rainha de minha janela
Te quero sempre minha.
Minha, maravilhosa e singela.
Óh minha dominadora chuva, venha me encantar!
Sou apenas uma menina apaixonada sempre a te esperar.
Minha janela seria única,
única em sentimento.
Vou sonhar com minha janela... como um quadro em descobrimento. ♥
A chuva seja eterna e minha... apenas minha!
Chuva tempestiva, rainha de minha janela
Te quero sempre minha.
Minha, maravilhosa e singela.
Óh minha dominadora chuva, venha me encantar!
Sou apenas uma menina apaixonada sempre a te esperar.
Minha janela seria única,
única em sentimento.
Vou sonhar com minha janela... como um quadro em descobrimento. ♥
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Tudo
Só me sinto uma célula do mundo
uma delas
voando pelo espaço
um pedaço muito pequeno do "tudo"
esse "tudo" que eu sinto passar por cima de mim
passar marchando em cima de mim, por ser menor
e ficar parada no espaço, amassada e vagando, sendo levada apenas pelo ar... e batendo, talvez, de cabeça em algumas extremidades do tudo, do mesmo tudo que passou por cima de mim, girando em volta dele
e girando em volta de mim mesma, me analisando e vendo o quão pouco eu sou em relação a tudo isso que tá por cima de mim
e ainda sendo mais uma, como o ar que a gente não vê mas que a gente pode sentir
e sabemos que sem ele não vivemos, mas não enchergamos ele
como ele pode ocupar meus espaços se eu não o vejo?
ele entra dentro de mim e eu nem posso ver!
Que invasão!
É como se eu tivesse pego carona no caminhãozinho do sorvete
e tivessem me largado na via láctea, não sei como, mas ao jeito criança de ver
eu tivesse caído sem pára-quedas aqui
o ar me trouxe até aqui!
Qual é a sua, senhor Ar?!
Por que não apareces pra mim? Se podes me levar aonde quiser?
e pode me dominar, e me fazer sentir tua falta em menos de 30 segundos?!
Por que eu não posso ver um dos meus tutores vitalícios?!
é como se tu abraçasse alguém usando uma máscara
Quando vemos alguém de máscara, sempre temos vontade de revelar a identidade que se esconde por trás
Por que o ar se esconde?
a água é incolor, mas eu posso ver ela
se o ar fosse água, morreríamos afogados
beberíamos ar e respiraríamos a água?!
Quero comer o ar.
Queria conseguir engolir a imensidão
e todo ar que existe, sentir tudo que existe dentro de mim
me tornar o tudo, mas apenas um pouco... só pra poder me sentir "mundo"
mas que egoista seria eu
ao tomar tudo de todo
me fazendo mundo
Prefiro ainda ser uma célula, parte do tudo.
célula do mundo! *-*
Aline Valença em um dia qualquer, um desabafo qualquer.
uma delas
voando pelo espaço
um pedaço muito pequeno do "tudo"
esse "tudo" que eu sinto passar por cima de mim
passar marchando em cima de mim, por ser menor
e ficar parada no espaço, amassada e vagando, sendo levada apenas pelo ar... e batendo, talvez, de cabeça em algumas extremidades do tudo, do mesmo tudo que passou por cima de mim, girando em volta dele
e girando em volta de mim mesma, me analisando e vendo o quão pouco eu sou em relação a tudo isso que tá por cima de mim
e ainda sendo mais uma, como o ar que a gente não vê mas que a gente pode sentir
e sabemos que sem ele não vivemos, mas não enchergamos ele
como ele pode ocupar meus espaços se eu não o vejo?
ele entra dentro de mim e eu nem posso ver!
Que invasão!
É como se eu tivesse pego carona no caminhãozinho do sorvete
e tivessem me largado na via láctea, não sei como, mas ao jeito criança de ver
eu tivesse caído sem pára-quedas aqui
o ar me trouxe até aqui!
Qual é a sua, senhor Ar?!
Por que não apareces pra mim? Se podes me levar aonde quiser?
e pode me dominar, e me fazer sentir tua falta em menos de 30 segundos?!
Por que eu não posso ver um dos meus tutores vitalícios?!
é como se tu abraçasse alguém usando uma máscara
Quando vemos alguém de máscara, sempre temos vontade de revelar a identidade que se esconde por trás
Por que o ar se esconde?
a água é incolor, mas eu posso ver ela
se o ar fosse água, morreríamos afogados
beberíamos ar e respiraríamos a água?!
Quero comer o ar.
Queria conseguir engolir a imensidão
e todo ar que existe, sentir tudo que existe dentro de mim
me tornar o tudo, mas apenas um pouco... só pra poder me sentir "mundo"
mas que egoista seria eu
ao tomar tudo de todo
me fazendo mundo
Prefiro ainda ser uma célula, parte do tudo.
célula do mundo! *-*
Aline Valença em um dia qualquer, um desabafo qualquer.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Elo
Domínios lascivos me rodeiam, nas tristezas ocultas minhas lágrimas passeiam
O sonho inocente me foi retirado
Olhos de uma criança com seu brilho roubado
Comigo levo a certeza da vida após a morte. Pois se por dentro morri, agora renasço mais forte
Sua ironia não me abala, agora nem jamais
És tão fraco, como o sangue de vossos "belos" mortais
Assim todos somos, certamente ou talvez
Mortos na vida, vivos na morte outra vez
Egoísmos à parte, vou-lhes agora contar: brindemos à humanidade, antes dela se acabar
Sigamos em frente, breves parceiros, o bem corre em nossas veias, mas o mal nos torna inteiros
Pelas frestas da janela, vejo raios do luar. O bem e o mal se unem, para minh'alma abraçar.
Aline Valença
O sonho inocente me foi retirado
Olhos de uma criança com seu brilho roubado
Comigo levo a certeza da vida após a morte. Pois se por dentro morri, agora renasço mais forte
Sua ironia não me abala, agora nem jamais
És tão fraco, como o sangue de vossos "belos" mortais
Assim todos somos, certamente ou talvez
Mortos na vida, vivos na morte outra vez
Egoísmos à parte, vou-lhes agora contar: brindemos à humanidade, antes dela se acabar
Sigamos em frente, breves parceiros, o bem corre em nossas veias, mas o mal nos torna inteiros
Pelas frestas da janela, vejo raios do luar. O bem e o mal se unem, para minh'alma abraçar.
Aline Valença
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Isabel
Jardim de duas rosas chamadas de Isabel
Uma encanta aqui juntinho, outra encanta lá no céu.
O amor sempre é válido de geração em geração
Passe o tempo que for, ele segue no coração.
Selva de feras pra uns, lindo jardim pra outros
Isabel é oração entre encontros e desencontros.
E se acaba por aqui o que ainda não começou
Quem não conhece vai amar, quem conheceu se apaixonou.
(Para vovó e priminha ♥)
Aline L. Valença
Uma encanta aqui juntinho, outra encanta lá no céu.
O amor sempre é válido de geração em geração
Passe o tempo que for, ele segue no coração.
Selva de feras pra uns, lindo jardim pra outros
Isabel é oração entre encontros e desencontros.
E se acaba por aqui o que ainda não começou
Quem não conhece vai amar, quem conheceu se apaixonou.
(Para vovó e priminha ♥)
Aline L. Valença
Sou.
Sou alguém no interior de mim a me observar.
Alguém que se apavora, ri e chora sem cansar.
Me julgo pelos meus atos, mas já não me abalam esse fatos.
A insanidade é o que há!
No presente ou no passado, o futuro nunca esteve guardado, e é agora que deve começar.
Aline L. Valença
Alguém que se apavora, ri e chora sem cansar.
Me julgo pelos meus atos, mas já não me abalam esse fatos.
A insanidade é o que há!
No presente ou no passado, o futuro nunca esteve guardado, e é agora que deve começar.
Aline L. Valença
Devaneios...
Passos silenciosos em direção à tua porta. Vento gelado que a alma corta. Um desfecho trágico? Já não importa.
Já fui muito grata. Por ti? Me tornei sensata. Não queria sua morte. Felizmente nunca tive sorte.
Poder de minha mente? Talvez... ou somente fruto de minha inlucidez? Meus demônios o rodeiam, mas não é amor macabro. Já fui crente de mim mesma... e meu ego ainda é sacro.
Aline L. Valença
Já fui muito grata. Por ti? Me tornei sensata. Não queria sua morte. Felizmente nunca tive sorte.
Poder de minha mente? Talvez... ou somente fruto de minha inlucidez? Meus demônios o rodeiam, mas não é amor macabro. Já fui crente de mim mesma... e meu ego ainda é sacro.
Aline L. Valença
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