quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pandemônio

Por muito tempo me pergunto com quem estamos lidando
Um dia te acariciam e cuidam, no outro estão te matando.
Uma vez jogada ao gelo, um banho frio aquece. Mais quente que o inferno uma alma pura fortalece.
Pandemia devastadora, criaturas monstruosas. Os seres humanos são só isso? Verdades pavorosas?
Cada um com seus princípios, não sou ninguém pra os julgar. Estamos todos condenados e ninguém quer salvar.
Mas quem será? Quem será que não quer nos salvar?! Existe algo acima do ser humano? Ou nós mesmo deveríamos nos ajudar?
Se existe algo divino ou não, prefiro não arriscar. Acreditemos em nós mesmos, pra então demonstrar. Demonstrar que podemos sim, melhorar. Tanto pelos outros, quanto pra nós mesmos. Caso contrário, só nos sobram os venenos.
Atraentes e silenciosos venenos, que podem transformar nosso corpo e até absorver nossa alma, que uma vez absorvida, tira toda nossa calma.
Consumismo irracional, comércio ilegal, genocídio fatal e por fim pandemônio mundial.


Aline Valença

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lolita - Vladimir Nabokov

"... E nem ela é a frágil criança dos romances femininos. O que me leva à loucura é a natureza dupla desta ninfeta - talvez de todas as ninfetas; essa mistura, em minha Lolita, de uma infantilidade terna e sonhadora com uma espécie de estranha vulgaridade, derivada dos rostinhos atrevidos que aparecem nos anúncios e nas fotos de revista, das rosadas imagens de criadinhas adolescentes na Inglaterra (cheirando a suor e a feno), das jovens prostitutas disfarçadas de meninas nos bordéis do interior. E, novamente, isso se mescla com a preciosa e imaculada ternura que aflora através do perfume barato e do lodo, da imundície e da morte, ah, meu Deus, meu Deus! E o mais notável é que ela esta Lolita, minha Lolita, veio individualizar a antiga lascívia do autor desse diário, de tal modo que, acima e antes de tudo só existe... Lolita."

Lolita - Vladimir Nabokov

Pequeno pensamento

- Devemos pensar se merecemos mesmo a educação.
Eu e tu, talvez juntos, em busca do que nos convém.
Pois o "todos" quer ser "tudo", e já não vejo nada em ninguém.